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Gestão financeira

Conciliação bancária: o que é e como fazer na prática

Patrimônio Contábil · publicado em

Conciliação bancária é a conferência, item por item, entre o extrato do banco e os lançamentos financeiros da empresa. Ela mostra se o saldo do sistema bate com o saldo real e explica cada diferença, como tarifas, taxas de cartão ou recebimentos sem identificação. Quando é feita só no fim do mês, vira o gargalo do fechamento; com extrato importado e regras automáticas, passa a ser rotina diária.

O que é conciliação bancária

A empresa registra o que pagou e o que recebeu no sistema financeiro ou numa planilha. O banco registra o que de fato saiu e entrou na conta. Conciliar é colocar as duas listas lado a lado e confirmar que cada movimento de uma aparece na outra.

No fim, o saldo do sistema precisa bater com o saldo do extrato. Quando não bate, a conciliação mostra exatamente onde está a diferença e por quê.

Parece uma tarefa de conferência, e é. Mas é ela que garante que o fluxo de caixa, a DRE e a contabilidade estão trabalhando com números verdadeiros.

De onde vêm as diferenças

Na pequena empresa, as diferenças entre extrato e sistema quase sempre caem em poucos grupos:

Por que ela atrasa o fechamento do mês

O fechamento do mês depende de saber o que entrou e o que saiu. Se a conciliação fica acumulada para o último dia, o trabalho vira uma investigação: centenas de movimentos, comprovantes que ninguém guardou, recebimentos que ninguém sabe a que venda pertencem.

Cada dúvida exige perguntar a alguém, esperar a resposta e voltar ao extrato. Enquanto isso, a contabilidade não fecha, o relatório gerencial não sai e o dono decide sem número.

O efeito é em cadeia. Um mês mal conciliado contamina o seguinte, porque a diferença não explicada fica no saldo e se mistura com os movimentos novos.

Como fazer na prática

Uma rotina simples, que funciona para a maioria das pequenas empresas:

  1. Defina a frequência. Diária ou, no mínimo, semanal. Quanto menor o intervalo, mais fácil lembrar o que é cada movimento.
  2. Puxe o extrato de todas as contas da empresa, inclusive as de maquininha e de banco digital.
  3. Marque o que bate: mesmo valor, mesma data, mesmo favorecido.
  4. Investigue o que sobra. Cada item sem par vira um lançamento novo, uma correção ou uma pergunta a alguém.
  5. Feche o período com o saldo do sistema igual ao do extrato e registre o que ficou pendente e por quê.

Onde a automação ajuda

A conferência manual, linha a linha, é a parte mais lenta. A automação ataca justamente ela.

O primeiro passo é parar de digitar o extrato. Os sistemas financeiros importam o extrato do banco por arquivo ou por integração, e já sugerem o par de cada movimento com base em valor, data e favorecido.

O segundo é criar regras. Tarifa do banco, aluguel, folha e outros movimentos que se repetem podem ser categorizados sozinhos. A equipe só olha o que foge do padrão.

O terceiro é tratar os recebimentos de cartão à parte, conferindo o relatório da adquirente com o que caiu na conta.

A automação não elimina o olho humano. Ela tira do caminho o trabalho repetitivo e deixa a equipe concentrada nas exceções, que são onde mora o erro.

Conciliação bancária com a Patrimônio Contábil

A conciliação bancária faz parte do BPO financeiro da Patrimônio Contábil para empresas de Teresina e do Piauí, ligada à contabilidade para que o fechamento do mês use os mesmos números.

Como a Patrimônio ajuda nisso

Perguntas frequentes

Com que frequência devo fazer a conciliação bancária?

O ideal é diária ou semanal. Conciliar só no fim do mês acumula movimentos e dificulta identificar cada um. Em intervalos curtos, a equipe ainda lembra do que se trata e encontra o comprovante com facilidade.

Qual a diferença entre conciliação bancária e fluxo de caixa?

A conciliação confere o passado: se o que foi lançado bate com o que o banco registrou. O fluxo de caixa olha para frente: o que vai entrar e sair nas próximas semanas. Um fluxo de caixa só é confiável se a conciliação estiver em dia.

Planilha serve para fazer conciliação bancária?

Serve para empresas com poucos movimentos. Quando o volume cresce, com várias contas, maquininhas e muitos PIX, a planilha fica lenta e sujeita a erro de digitação. Aí um sistema que importa o extrato e sugere os pares economiza tempo.

Por que a venda no cartão nunca bate com o extrato?

Porque o banco deposita o valor líquido, já sem as taxas da adquirente, e muitas vezes em data diferente da venda, ou parcelado. Para conciliar, é preciso lançar a venda, a taxa e o recebimento separadamente e conferir com o relatório da maquininha.

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